Noteu Furo*… de Reportagem
Oscar Maroni vestiu a camiseta da campanha FREE CABRINI, criada por este blog, e aproveitou para lançar o movimento em nome de uma imprensa mais responsável. Ninguém melhor que o Noteu* para registrar esse momento. Por telefone, Maroni falou à reportagem. Confira.

O Sr. Oscar Maroni faz questão de ressaltar que, ao vestir a camiseta da campanha Free Cabrini, não está faltando ao respeito com a pessoa do jornalista, mas sim simbolizando a campanha que chama ‘Imprensa Irresponsável, Reflita’
Na noite do dia 14 de agosto de 2007, o empresário Oscar Maroni Filho adentrava uma cela no 13º Distrito Policial da Casa Verde, em São Paulo, pedindo que a sociedade e a imprensa não o julgassem antes da justiça. A acusação: favorecimento e exploração da prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas.
Quase exatos oito meses depois, no último dia 16, o jornalista Roberto Cabrini, da Rede Record, adentrava a mesma cela, acusado da posse de dez papelotes de cocaína, se dizendo vítima de uma armação. Ironia das ironias, Cabrini tinha sido o grande responsável, com uma série de matérias investigativas na TV Bandeirantes, por atrair a atenção da opinião pública para Maroni e seus negócios.
Indagado por um repórter do portal Terra, no mesmo dia, Maroni disse estar “vibrando muito” com a notícia. Pesando melhor a importância de sua declaração, lembrando dos 49 dias que passou preso, e por não gostar de vibrar com a desgraca dos outros, disse que, na verdade, não deseja a ninguém o tipo de injustiça por que passou e está passando, mas que espera que isso sirva de alerta à “imprensa sensacionalista”.
“Com certeza ele não é um traficante. Eu tenho dó do que ele está passando. Eu sei o quanto é frio aquele 13° Distrito Policial da Casa Verde, aonde ficam as pessoas com grau universitário. E eu sei o quanto machuca, na alma, o desespero das noites de solidão, as reflexões sobre a injustiça”, declara o empresário.
Maroni disse, inclusive, que aceitaria usar uma camiseta do movimento Free Cabrini, “como um símbolo de que se deve pensar mais no respeito ao ser humano” antes de usar a imprensa como bancada para atacar e julgar as pessoas antes da justiça. Lembrou de como lhe foi importante receber de sua filha, quando preso, uma camiseta com os dizeres Free Oscar, a mesma que carregava ao ser liberado da prisão em novembro do ano passado.

Oscar Maroni e seu genro Paulo, que está usando a camiseta da campanha Free Oscar, confeccionada na época de sua prisão.
“Se você é honesto, se você é digno e se você está injustiçado, a carência de justiça é muito forte. E quando a gente vê um outro ser humano digno, honesto, nos dando apoio, nos estendendo a mão, como, no caso, uma camiseta escrito ‘Free’, é muito gostoso. É muito gostoso pra alma”, explica.
Este gesto, no entanto, não deve ser entendido como um perdão. Maroni pretende levar até o fim o pedido de indenização de R$ 8,4 milhões, movido contra Cabrini e a TV Bandeirantes, pela maneira como foi tratado à época da prisão. Insiste, também, que já foi absolvido seis vezes nos processos que o Ministério Público moveu contra ele, e que está quase pronto para reabrir tanto o hotel que diziam atrapalhar a aproximação das aeronaves no aeroporto em Congonhas, bem como o Bahamas Club.
Para terminar, o empresário mostra que, embora os últimos oito meses tenham sido os piores de sua vida, ainda mantém o bom humor e faz um convite: “na reabertura, a imprensa está convidada para vir ao Bahamas, e à imprensa que tiver mais de 60 anos eu dou um Viagra de graça”.
Para relembrar, veja um vídeo de Oscar na época de sua prisão.



















