Eu comecei a fazer umas tiras pros meus amigos do blog Tudo é mais legal a dois. O barato desse blog é que ele fala de relacionamento e de como chegar junto em diferentes situações de forma divertida, e você ainda corre o risco de descolar uma roupinha com as promoções semanais. Essa semana o tema é academia e a tira abaixo (em formato vertical bem próprio para blogs) tira onda dos metidos a fortinhos:
Foram precisos 54 anos de Feira do Livro de Porto Alegre para que fosse realizado um evento de Histórias em Quadrinhos decente. Há muitos anos já existem encontros, oficinas de HQ, cartum, charge, etc. Mas só este ano eu vi algo “melhorado” nesse sentido.
O III Mutação na Feira irá trazer muitas personalidades da nona arte e da ilustração para a capital gaúcha. Já confirmei presença em 4 eventos. E convido o leitor do Noteu* a participar comigo enviando suas perguntas para que eu as leve ao bate-papo com Rafael Grampá, vencedor do Eisner Award na categoria Melhor Antologia por “5″**, no próximo sábado, às 17h:
Construção do personagem do livro Mesmo Delivery, à direita reprodução da capa de “5″
No domingo o encontro é com Santiago e Ziraldo, os dinossauros do cartum:
Santiago e Ziraldo cartunizados
Vamos lá: vocês têm até sábado pela manhã para postar, nos comentários, perguntas para o Grampá, e até a manhã de domingo para comentar com perguntas para Santiago e Ziraldo. Terminado o fim de semana, postarei sobre os encontros com as respostas para as perguntas selecionadas. Bora!
**A coletânea “5″ foi realizada pelos artistas Rafael Grampá, Gabriel Bá, Fábio Moon, Becky Cloonan e Vasilis Lolos.
Está acontecendo hoje, no coração da capital gaúcha, a melhor feira que a cidade possui. Não estou falando da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, a “maior feira do livro a céu aberto da América Latina”, que inaugurou ontem. Estou falando da Feira do Gibi, que acontece todo primeiro sábado do mês no segundo piso do Mercado Público. Bem menos pomposa e glamourosa que a Feira do Livro, mas não menos encantadora.
Feira vazia pela manhã
E para falar sobre ela, tomarei a liberdade de colar aqui um texto emocionado que redigi em maio de 2006, quando visitei a Feira pela segunda vez munida de câmera fotográfica, papel e caneta. Saí de lá feliz e mais pobre. Mais pobre ainda teria ficado se tivesse investido 70 mangos na compra do meu sonho de consumo quadrinístico: a coleção completa de Moonshadow - Um conto de fadas para adultos, de J.M. DeMatteis e Jon J. Muth. Fiquem com a Feira do Gibi por Mauren Veras, redigida em meados de 2006.
Várias revistas do Homem-Aranha
Feira do Gibi, 5 de maio de 2006
Esse ano eu descobri mais um motivo para gostar de morar em Porto Alegre: a Feira do Gibi, que acontece todo primeiro sábado do mês no Mercado Público. Essa feira existe desde 2004, possui cerca de 10 expositores e é promovida pela Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic).
Na Feira do Gibi, é possível encontrar desde raridades, coleções completas, (agradeço àqueles que cheiram suas sensacionais coleções), quadrinhos de faroeste, super-heróis da Marvel, DC, graphic novels (mais difícil), GIBI (Rio Gráfica e Editora), Asterix, Tintin, pilhas de Chiclete com Banana, Piratas do Tietê, revista Animal, eróticos, Turma da Mônica, O Bicho, Charlie Brown, Hagar, Flash Gordon (inclusive edições de luxo), Spirit (delícia!), fotonovela, O Cruzeiro, Grande Hotel, etc (estas últimas não se enquadrando no gênero, mas ainda assim artigo de colecionadores).
Milo Manara: o alquimista das musas de la bande dessiné
Duas vezes por ano a feira realiza uma edição que dura uma semana. Desde que descobri este tesouro no coração da cidade, todo mês eu bato ponto e compro nem que seja uma revista só, além do mais, preços existem para TODOS os bolsos, carteiras, bolsas, pochetes e mochilas. Já comprei revista de 5 pilas, como Snoopy e Charlie Brown. Paguei 10 pilas por Spirit, Dundum, Animal, O Bicho, Olho Mágico (muito boa, acho que desconhecida do público em geral: metade dela é de quadrinistas gaúchos e a outra metade de argentinos) e GIBI. Dei 15 pilas por um Almanaque Gibi Nostalgia nº 6 (com histórias do hilário Pafúncio, Agente Secreto X-9, Brucutu, Little Orphan Annie, Dick Tracy e velharias deste naipe). Também já paguei 20 pilas por uma outra edição da Gibi, que comprei, confesso, menos pelo conteúdo do que pela vaidade de possuir uma revista tão antiga: data de 1947. Da última vez deixei de comprar a coleção completa do Moonshadow (John Marc DeMatteis, Jon J. Muth) porque estava 70 mangos e… Bem, meu bolso de Oséias não comporta esse tipo de extravagância. Meu amigo e ex-fabicano Bituca me emprestou a coleção dele há uns 3 anos e eu pirei total com a história e a arte em aquarela. Foi das coisas mais lindas que eu já li em termos de história em quadrinhos e eu definitivamente precisava possuir aquela coleção. Como boa turca, barganhei. O guri da banca se fez de salame mas disse que segurava a coleção até sábado pra mim (era quinta-feira de uma semana inteira de feira, que acabaria no sábado). Fui embora com a Dundum e a Olho Mágico embaixo do braço, mais palatáveis a minha miserável condição.
O sonho de 70 reais
Voltei na sexta-feira com a intenção de fazer umas fotos do evento para ilustrar esse texto vagabundo e, oras, dar uma última namorada no Moonshadow. Eu já sabia que não ia gastar aquela grana e queria dar adeus ao pacotinho que repousava em cima de uma pilha de revistas do Hellboy. Levei meu mp3 player para gravar entrevistas e introduzi o assunto dizendo que era “um trabalho para a faculdade”. Na banca do Paulo Tortorelli (o carinha do Moonshadow), logo avisei que ele podia vender a coleção, que eu não teria grana mesmo, lamentavelmente. Conversei com ele mais um pouco e ele me disse que o pai dele, de mesmo nome, mais dois sujeitos, o seu Wanderlei e o Moacir, que eram os “cabeças” da feira. O papo rendeu mesmo foi com o seu Wanderlei que não me deixava ir embora, pois contou quase sua vida inteira. Pedi pra ele posar pra mim com as revistas que ele mais curtia da banca dele e ele pegou a Gibi e o Spirit (fotos perdidas, don’t ask). Ele me contou que em sua pobre infância fazia de tudo para economizar e ganhar uns trocados para comprar gibi. Ele e os amigos. Mas falou sem afetação, com muita simplicidade. Depois que cada um lia a sua revista trocavam entre si. Perguntei qual personagem ele mais gostava e ele lançou mão de uma revistinha bem carcomida do Brucutu (1933, Vincent T. Hamlin), e começou a falar que aquele havia sido o primeiro personagem pré-histórico das histórias em quadrinhos (serviu de inspiração para o Maurício de Souza criar o Piteco), que gostava da linguagem, que era simples e divertia. Não eram como os atuais quadrinhos, cheios de violência e sexo.
Brucutu
Quando perguntado sobre a paixão por gibis, Wanderley falou sobre a magia de se imaginar em outros lugares, outros tempos. Acrescentou que quando o homem chegou à lua, aquilo, para ele, não teve impacto algum, parecia fato corriqueiro, pois no universo dos gibis ao qual estava habituado, ele já tinha passado pela lua, por outros planetas, lugares e épocas, só possíveis através do fantástico mundo das histórias em quadrinhos e personagens como Flash Gordon. Ele falou comigo de uma forma singela e nostálgica. A banca do seu Wanderlei é minha preferida, sempre que vou à Feira do Gibi deixo uns cobres pra ele e saio contente com meus gibis.
Old school comics
Quando eu estava saindo da feira, o guri da banca do Moonshadow me alcançou e perguntou se eu realmente queria MUITO mesmo a coleção. Respondi “óbvio”! Ele me perguntou se eu tinha Orkut ou msn para o caso de, não havendo compradores, podermos negociar. Antes de responder que não, não tenho orkut e perguntar na cara dura ‘tu tá me cantando, tchê’? pensei que é praticamente uma falta de identidade social/digital uma pessoa não fazer parte dessa merda desse Orkut (update: voltei pro Orkut ano passado). Não perguntei se ele estava me cantando e dei meu contato do msn. Foi uma decisão acertada: descobri que, de fato, não era cantada e que o Moonshadow não foi vendido. Quem sabe na próxima feira eu tenha o bolso mais recheado e possa, enfim, comprar a coleção. Caso contrário, também não vou ficar triste em adquirir um Charlie Brown circa 1975 por 5 pilas na banca do seu Wanderlei. Que puxa!
Depois que publiquei este texto, um amigo que leu tanto se compadeceu da minha dor de muito querer a coleção do Moonshadow que me deu o exemplar encadernado (em brochura) dele. Obrigada mais uma vez, Firpão!
Em 1966, na esteira do lançamento do exitoso seriado de TV do Batman, as histórias em quadrinhos do homem-morcego foram publicadas no Japão. Para tornar, digamos, legível para o público nipônico, Jiro Kuwata foi recrutado para fazer a versão japa, ou melhor, versão mangá. O resultado é este:
Hoje é comemorado (?) o Dia Mundial do 3108. Não entendeu nada? Pois em minhas avançadas pesquisas sobre a razão da data de hoje ter sido marcada como o Dia Mundial do Blog descobri que o dia de hoje foi escolhido porque os números assemelham-se à palavra BLOG. Veja novamente: 3108.
De qualquer forma, tinha que ter algum dia, não é mesmo? Então aquele abraço aos blogueiros do meu Brasil, aquele upa amigo pro pessoal que está participando do BlogCamp em SP na sede da Gafanhoto e não se esqueçam, blogueiros: blogue consciente:
Esta tira é do amigo e padrinho de quadrinhos, gênio, escritor e blogueiro Arnaldo Branco. Você encontra mais tiras da série Mundinho Animal no portal G1 além de notícias sobre a nona arte e quadrinhos do Malvado André Dahmer.
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E aquela força pro pessoal do Nike Human Race que acordou cedo pra correr neste domingo. O evento está acontecendo simultaneamente em várias capitais do mundo. Credo, só de pensar meu sedentarismo tem surtos de ctrl c + ctrl v.
Em agosto de 2008 comemoramos 100 de animação. O dia 17 de agosto de 1908 é a data oficial que marca a criação da primeira animação de que se tem conhecimento. Fantasmagorie é o nome do primeiro desenho animado da história e foi realizado em curta metragem pelo cartunista francês Émile Cohl. Acho que rolava muito LSD naquela época. Dá uma conferida:
Depois dele outros desenhistas começaram a se arriscar, como Winsor McCay, que em 1911 fez algumas animações de seu personagem Little Nemo. Um pouco mais além, Norman McLaren experimentou muito no campo da animação e muitos outros fizeram escola, só pra dizer alguns desses dos primórdios que eu tenha visto. Porque se for falar de Walt Disney daí tem muito bico de pena pra manga.
Pra conhecer um pouco das estranhezas do McLaren:
E é incrível como desenho animado cativa o ser humano. Quantas vezes você se flagrou comentando com seus amigos sobre os desenhos da sua infância? No meu caso são: Caverna do Dragão, Muppet Babies, Thundercats, Cavalo de Fogo, She-Ra, He-Man e outros muitos váários. Sem falar nos excelentes longas produzidos pelos estúdios Dreamworks, Disney, etc. Todo mundo gosta. Todo o mundo gosta.
Tudo isso só pra contar que para homenagear os 100 anos da animação e da criação do Fantasmagorie foi produzido o curta Fantasmagorie 2008. Misturando técnicas em 2D e 3D, o diretor Rastko Ciric construiu uma feliz narrativa em conjunto com a primeira obra. O Fantasmagorie 2008 você pode conferir nesse link.
Recentemente foi editado uma série de DVD’s com animações do início do século XX. Não lembro o nome, nada. Minha memória é o pior de mim. Mas procurem por algo parecido em locadoras mais especializadas.
Meu blog de tiras, o Tiras da Mau, anda meio abandonado, mas é muita coisa na cabeça do vivente então não dá pra atualizar tudo sempre. Porém, volta e meia eu dou uma passada por lá. O Reginaldo é um personagem que eu criei em 2006 e sempre teve muito carisma no Tiras, os leitores adoravam ele, perguntavam pelo pinto e muitas vezes fiz tiras em que eu mesma interagia com ele (não da forma lasciva que você está pensando). Agora temos essa coluna, que é exclusiva do Noteu*. Não percam as próximas edições.