Se me dessem a oportunidade de escolher um show pra assistir, qualquer show, qualquer mesmo, eu escolheria um show do João Gilberto. Tchê, o véio tá com 77 anos, sabe-se lá até quando ele vai durar sentado num banquinho tocando um violão e eu sou absolutamente louca por ele. E esse safado só tem feito show na gringa também…
Pois no último domingo o Joãozinho fez show no Carnegie Hall, em Nova York, por ocasião do JVC Jazz Festival. E o crítico Jon Pareles, do New York Yimes, disse que quando a bossa nova surgiu há 50 anos atrás existia toda uma aura de praia e paisagens do Rio de Janeiro e que hoje tá virada num guri de apartamento, trocando em miúdos. Como boa brasileira e apaixonada por João Gilberto fiquei meio puta de início, mas depois vi que é isso mesmo, a bossa nova ficou lá no final dos 50 e início dos 60 com os filhinhos de papai de apartamento. Nada contra essa gente, afinal sou grande apreciadora do gênero a que me refiro. Viva o Poetinha! Viva Tom Jobim! Viva Bôscoli!
Mas o que o João Gilberto faz é lindo. E o próprio crítico do NYT fala sobre como é incrível o jeito como ele canta: de forma totalmente independente do modo como toca. E o absurdo das harmonias dos acordes e a afinação absolutamente perfeita da voz. Sim, ele tem voz, eu digo aos que não acham. Enfim. Achei um vídeo deste show que rolou domingo. É um trecho de Chega de Saudade:
Post dedicado a Caio Amon.
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